Parecia que não havia mais chances de encontrá-la.
Parecia que eu a havia perdido pra sempre.
E que nunca mais iria ver aquele rosto, tão bonito, aquele sorriso, aqueles olhos, aquela no qual me fazia feliz.
Mas ela ainda procurava por mim.
E eu, nem sequer sabia. Nem sequer imaginava, que ela ainda me procurava.
Então, de repente, algo me disse para procurá-la, algo me disse que ela estava mais perto do que eu poderia imaginar...
Então, eu levantei do chão, vesti uma roupa, calcei meu tênis, lavei meu rosto, olhei para o espelho, e eu disse a mim mesma: 'Vá atrás dela!'
Então, eu fui!
Já ela...
Ela me procurava em shows, em bares, clubes, qualquer canto da cidade...
Ela já estava com o pensamento, de que eu havia partido pra sempre, mas ela podia sentir, ela podia me sentir ali.
Algo dizia à ela pra dar mais uma chance, mais uma chance para me procurar.
E ela voltou, então, a me procurar.
Ela chorava, se culpava...
Todos a achavam estranha, se perguntavam o porquê de tanta dor, angustia e sofrimento.
E quando ela contava a história, ninguém sabia dizer algo que a fizesse se sentir melhor.
E se alguém dissesse algo... Não resolvia.
Pois eram as minhas palavras que ela queria ouvir.
Era a minha voz, que ela queria ouvir.
Eram os meus olhos, que ela queria olhar.
Era a mim que ela queria.
A cada passo ela ficava mais perdida, pois ela parecia encontrar a "resposta".
Que seria o fato de eu a ter deixado.
Mas não era isso..
Então, ela foi para a estação.
E por mais incrível que pareça, eu também fui.
Eu corria pela cidade, após procurar por vários lugares.
Eu corria em direção a estação, como se tivesse algo lá, como se eu soubesse que ela estava lá.
Então, ela não me viu.
E estava esperando o trein chegar.
E eu, correndo pela cidade, feito uma louca, tentando chegar o mais rápido possível, como se eu soubesse que ela iria sumir dali, sumir de mim, de meus braços, e para sempre...
Então, o trein chegou.
Ela estava quase embarcando.
E eu tinha chegado na estação.
Eu a ví.
Então, ela embarcou.
Eu gritei, ela não ouviu.
Eu fui correndo atrás do trein, mas ela não me viu.
Ela não pôde me ouvir.
Será que ela pôde me sentir?
Eu gritei tão forte, que todos me viram, menos ela.
Todos sentiram minha dor, meu desespero, menos ela.
Ela não consiguia mais me sentir, pois estava sem esperanças.
O motorista do trein me viu, mas ele riu de minha cara, e não parou o trein.
Eu faria tudo por ela, e fiz.
Eu me joguei contra o trein, digo...
Me joguei no trein, fiquei pendurada por horas, e ela não me via, ninguém me via, aliás.
Quando o trein parou, ela desembarcou, sentou-se num banco, começou à chorar.
Enquanto a mim, o trein começou a andar, então, me joguei dali. Me machuquei, sim.
Fui correndo atrás dela...
E dessa vez....
Dessa vez ela pôde me ouvir.
E eu disse à ela: 'Eu nunca mais vou te deixar, aliás, nunca te deixei.'
E ainda disse: 'Nunca perca tuas esperanças, ainda mais quando as pode sentir.'
E dessa vez....
Dessa vez ela pôde me ouvir.
E eu disse à ela: 'Eu nunca mais vou te deixar, aliás, nunca te deixei.'
E ainda disse: 'Nunca perca tuas esperanças, ainda mais quando as pode sentir.'
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