Para ela eu era a garota nova da cidade, da escola e de seu mundo.
Bem, a verdade é que só agora ela me notara.
Percebi que de agora em diante ela sempre me observa.
Esses dias ela havia sorrido para mim. Bem, eu fiquei muito animada por dentro, como se estivesse sendo correspondida pelos milhões e milhões de sorrisos que eu já dei à ela sem nenhuma "resposta".
Oh, eu estava sentada no gramado do colégio e quando menos esperei, ela apareceu ao meu lado e me perguntou como eu estava.
As palavras fugiram na hora, eu mal conseguia pensar, até que eu disse que sim, eu estava bem, e ainda perguntei como ela estava.
Ela falou que não, não estava bem.
De repente o espanto tomou conta de mim. E então, logo perguntei o porquê.
Ela contou-me que estava completamente apaixonada por alguém, que não pára de pensar nesse alguém.
Eu, toda esperançosa, perguntei "Quem?".
Ela disse que era um garoto, novo no colégio.
Eu fiquei de estômago embrulhado, praticamente.
Um mal-estar tomou conta de mim, e tentei não mostrar isso à ela, por mais que fosse difícil, eu consegui.
Ela ia falar algo, mas, bateu o sinal, e foi tudo muito rápido, ainda bem.
Pois se não, ela iria notar meu silêncio e minha tristeza.
Então, foi um alívio ouvir o sinal.
Fiquei a aula inteira com isso na cabeça, perguntando-me coisas como:
"Será que depois de tanto, mas tanto, tempo, ela ainda não percebe?"
"Será que eu realmente não vou ser correspondida nunca, por ela?"
"Por que aqueles sorrisos para mim?"
Saí muito raivosa do colégio, e acabei chamando à atenção de todos.
Quando realmente havia saído de dentro do colégio, ela aparece do nada, prensando-me contra a parede, perguntando-me se havia acontecido algo.
Eu estava tão cheia daquilo tudo, com raiva, desanimo, tristeza e raiva, novamente, que acabei beijando-a com voracidade.
Eu não conseguia mais controlar à mim.
De repente, mas tão de repente, eu parei.
Pensei:
"O que estou fazendo?!"
Pedi desculpas.
Ela me disse:
"Não, não, não! Eu não aguento mais esconder!
Não existe garoto algum, ao menos em meu coração não.
Quem eu quero esse tempo todo... É você, você, você!"
E ela, dessa vez, beijou-me com voracidade, prensando-me, novamente, contra a parede.
Depois disso, ela em minhas mãos e me guiou para seu lugar favorito, onde ela passava o tempo, mas nunca havia levado alguém.
Seria eu a exceção?
Era um enorme pico montanhoso, à frente havia um mar, uma altura e tanto!
Já de noite...
Deitei alí, e olhei para lua, enquanto ela estava sentada, ao meu lado.
Quando vejo, ela deita em mim, olha pra lua e segura as minhas mãos.
Eu não poderia estar mais feliz!
Então, ela me beijou, e disse algo que me deixou mais surpresa ainda:
"Eu te amo!"
E abaixou sua cabeça, como se fosse algo ruim.
Eu levantei sua cabeça, pegando-a pelo queixo e lhe disse:
"Eu também te amo!"
Eu só poderia estar sonhando!
Não.
Ela estava com frio, tirei minha camiseta e coloquei nela.
Ela olhou séria pra mim, abraçou-me, e dormimos juntas alí.
Quando acordei, não à vi mais.
Fui ao colégio e disseram-me que ela teve que se mudar, mas deixou seu novo endereço para envio de cartas.
Parece que meu mundo havia desabado em mim.
Eu... Não sei... Mas, ah...
A partir daquela noite, eu não à queria mais longe de mim.
E o que aconteceu depois?
Eu estou aqui, enviando minha primeira carta à ela, esperando que tudo fique bem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário