O que aconteceu durante todo esse tempo? Muitas mudanças.
Eu mal me reconheço. Uma alma perdida, em busca de alguém.
Alguém? Alguém...
Alguém que entenda, realmente, o que se passa aqui dentro, alguém que sabe que não é fácil, mas que me prove que não é impossível.
A: Você está sozinha?
B: Não...
A: Sente-se só?
B: A maior parte do tempo...
A: É ruim?
B: Às vezes.
A: Acha que continuará assim?
B: Não sei. Aliás, não sei de mais nada.
A: E o vazio? Você o sente?
B: Não...
A: Como não?
B: Toda manhã, quando acordo, o sangue do amor que sinto por alguém, por algo que já “acabou”, pulsa em minhas veias, e me mostra que não estou vazia, pelo contrário, que estou cheia, cheia de amor... E o pior de tudo é que toda manhã, quando acordo, eu vejo que ele foi jogado fora, vejo que algo tão bonito, simples e verdadeiro simplesmente foi jogado fora. E, claro... Sempre pergunto-me “por quê?”.
A: ...
B: É...
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